quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Noites de decepções e ilusões












Crítica sobre o filme Noites de Cabíria (1957)
Por Emerson Santos
O filme Noites de Cabíria (1957) leva o telespectador a viver, ou simplesmente, a vivenciar uma situação comum a qualquer época em uma sociedade de desigualdades sociais. O público se identifica logo com a personagem Cabíria interpretada por Giulietta Masina, que sonha em mudar de vida e esquecer o passado. Não pelo fato de ser uma prostituta, mas sim, pelo sonho que tem de se casar com a pessoa amada. Giulietta, que participou do filme La Strada (1954) é esposa do diretor do próprio filme Noites de Cabíria, ou seja, Federico Fellini e ganhou em 1957 o prêmio de melhor atriz no festival de Veneza.
O universo circundante da trama focal desse filme dramático é justamente, a ilusão amorosa e a decepção com a vida, ou seja, com um possível futuro de sucesso e felicidade. O roteiro é bem memorável e flui todo a exposição da protagonista a diversas situações de altos e baixos, como a cena do espetáculo em que Cabíria se torna cobaia de um número ilusório, remetendo assim, ao tipo de cinema “fantástico” de Fellini.
O enredo é simples e marcante, com cenas interessantes, cortes superficiais e densos. A cronologia dos fatos marca uma história moldada em um prévio final surpreendente. Federico Fellini, que já dirigiu filmes como La Dolce Vita (1960) e Amarcord (1974), deixa clara a sua mensagem final com o seu desfecho sensível e, talvez, não tão inesperado. Um filme que leva às pessoas a analisarem a vida com mais lucidez e perspectivas, em que não importa o que venha a acontecer de ruim, sempre existirá uma coisa boa por mais simples que ela seja.




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